sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Se todos fossem iguais...
Se todos fossem iguais, no sentido dito pelo nosso querido poeta Vinicius de Moraes em uma de suas mais belas canções, sem dúvida, seria maravilhoso...Ah! Se todos no mundo fossem iguais, especialmente, à pessoa que amamos....Mas, pensando no processo educacional , confirmo a teoria da relatividade: _Nem sempre é positivo sermos todos iiguais.Ainda bem que existem às diferenças, pois estas nos fazem únicos e especiais.Penso que a escola é o lugar onde devem reinar às diferenças. Os professores devem estar, portanto, atentos e abertos para respeitar individualidades e particularidades dos seus alunos. É preciso ter sensibilidade para orientar a cada aluno de acordo com a necessidade deste.Quando o professor entra na sala de aula desejando que todos os alunos sejam iguais, tentando "uniformizar" o ensino, ele está deixando de lado uma das coisas mais importante no processo ensino/aprendizagem: o interesse .Pensando assim, eu diria: _Ah! Que maravilha não sermos todos iguais.
O que é a Psicologia?
Tradicionalmente, a Psicologia era definida como o estudo científico da mente e comportamento humanos. No final do século XIX, a principal preocupação da Psicologia passava fundamentalmente pelo estudo da mente e da consciência através da introspecção e da descrição da experiência pessoal. Já no final do século XX, e após um longo período de luta para a definir apenas em termos científicos e comportamentais, a Psicologia passou a ser reconhecida não só como uma ciência, mas também, e fundamentalmente, como uma prática interventiva, refletindo desta forma, a sua ampla abrangência nos dias de hoje. Neste sentido, a Psicologia é mais freqüentemente definida como "o estudo do comportamento e dos fenômenos mentais subjacentes", ou seja, preocupa-se com o comportamento humano bem como com os processos psicológicos que estão na base da saúde física e psicológica. Entretanto, a procura de uma definição ideal continua.
Progressivamente, a Psicologia tem sido, cada vez mais, definida em termos de campos de estudo específicos, como: A Psicologia do Desenvolvimento, a Psicologia Organizacional e a Psicologia Social, entre muitos outros, são alguns dos exemplos mais conhecidos.
Qual é a diferença entre um Psicólogo e um Psiquiatra?
Evitando definições muito complexas, apresentaremos aqui uma explicação genérica.
A formação de um Psiquiatra desenvolve-se no âmbito da medicina, isto é, freqüentou um curso de medicina após o qual se especializou em Psiquiatria. Neste sentido, um Psiquiatra é um Médico.
De uma forma geral, a Psiquiatria tem por objetivo tratar as doenças mentais que possuem uma causa orgânica (endógenas). Neste sentido, utiliza exclusivamente o modelo médico, tanto no diagnóstico como no tratamento das doenças. Aqui os problemas são vistos como uma doença ou perturbação, no âmbito dos quais o psiquiatra recorre a recursos da medicina (análises, técnicas de radiodiagnóstico, electroencefalogramas, etc.) a fim de estabelecer diagnósticos e levar a cabo o tratamento, este último predominantemente baseado na terapia medicamentosa (psicofármacos). Sendo um médico, o Psiquiatra tem uma formação que lhe permite a prescrição de fármacos.
Existem, contudo, muitos psiquiatras que realizam uma formação complementar (Psicanálise, Psicodrama, Gestalt Cognitiva, etc...), o que lhes permite desenvolver intervenções psicoterapêuticas.
O Psicólogo não é um médico, mas sim um profissional que finalizou o seu curso superior em Psicologia.
Por receber influências teóricas de diversas áreas (Filosofia, Medicina, Ciências Humanas em geral) a Psicologia possui um espectro de atuação muito mais amplo do que a Psiquiatria (como em empresas, escolas, comunidades, clínicas,hospitais, etc.).
Genericamente, o Psicólogo entende os problemas psicológicos essencialmente como conseqüências de experiências de vida e experiências relacionais, ligadas à maneira como a pessoa foi desenvolvendo a sua maneira de lidar consigo e com os outros.
Assim sendo, o trabalho deste profissional passa pela intervenção psicoterapêutica, pelo aconselhamento psicológico ou outras modalidades que visem a promoção do desenvolvimento do indivíduo, focando-se nos processos mentais, emocionais e fisiológicos que afetam o comportamento e funcionamento humano. De uma forma geral, o Psicólogo estuda e diagnostica os problemas do indivíduo através de entrevistas, questionários e instrumentos de avaliação, sempre no âmbito de uma relação estabelecida entre o profissional e o cliente e dentro de uma moldura psicossocial.
De resto, os benefícios da Psicologia e da Psicoterapia emergem da relação terapêutico estabelecida entre o cliente e o terapeuta durante o desenrolar de cada processo.
Uma das principais diferenças entre um Psicólogo e um Psiquiatra consiste no fato do primeiro não poder receitar medicamentos. Isto acontece em virtude de não ter formação médica, mas também porque a sua forma de conceber a intervenção não se prende com este tipo de terapêutica. No entanto, se considerar que a prescrição farmacológica é do melhor interesse do seu cliente, o psicólogo poderá aconselhá-lo a procurar um psiquiatra ou o médico de família para obter o referido apoio medicamentoso.
Assim sendo, os psicólogos optam por uma visão ancorada nos fatores psicológicos e sócio-emocioais , enquanto os psiquiatras optam por uma visão mais biológica.
Como muitas vezes estes “componentes” estão profundamente interligados, é importante para muitos psicólogos, manterem uma relação, harmoniosa , de trabalho com determinados médicos, com os quais constroem um atendimento mais eficaz aos seu pacientes.

A Psicoterapia é mais do que "conversar"?

A Psicoterapia é mais do que “conversar”? Algumas pessoas costumam afirmar “Porque a psicoterapia haverá de me ajudar?_ Estou sempre falando dos meus problemas com amigos, e falar não altera nada”.
É muito bom se ter amigos que estão disponíveis para nós e prontos para nos escutar; mas se conversar com os amigos não resolve o seu problema, será que o tipo de conversa ocorrida numa sessão de psicoterapia seja apenas isso: “conversa”?
Ao contrário, a natureza da “conversa” ocorrida no contexto da psicoterapia está embrenhada num processo mais profundo de autoconhecimento e mudança pessoal.
Conversar é apenas “a ponta do iceberg” onde ocorre o processo mais profundo _ A “fala” ou “conversa”, é apenas componente óbvio do processo, ocorrendo muito mais que isso ao nível cognitivo e emocional. Apesar da troca de palavras ocorrida entre cliente e psicólogo possa parecer à forma mais simples de comunicação, na realidade a terapia pode oferecer uma experiência muito mais rica do que uma mera troca de palavras e conselhos. Os pensamentos e sentimentos partilhados pelo cliente e as técnicas utilizadas pelo psicólogo são, contudo, muitos menos importantes do que a relação terapêutica construída em conjunto. Porque a relação estabelecida com o terapeuta é essencial para a eficácia do processo, é muito importante que o cliente encontre um técnico com o qual consiga estabelecer uma ligação segura e confortável, um técnico que o faça sentir-se ouvido e compreendido.